Relatório Estratégias Globais de IA: EUA, China e União Europeia
Paulo Brazão em trabalho dialógico com Manus AI
No espaço de uma semana, três grandes blocos económicos — Estados Unidos, China e União Europeia — apresentaram as suas estratégias oficiais para a Inteligência Artificial (IA).
Os Estados Unidos, com o plano Winning the Race: America's AI Action Plan (White House, 2025), optam por uma abordagem de desregulação, colocando a liderança tecnológica nas mãos das empresas privadas, acelerando a construção de infraestruturas e reforçando a diplomacia tecnológica.
A China, no Global AI Governance Action Plan (Ministério dos Negócios Estrangeiros, 2025), propõe uma governação global inclusiva, promovendo padrões técnicos partilhados, código aberto, literacia em IA e apoio aos países em desenvolvimento, com a criação de uma organização internacional de cooperação.
A União Europeia, através do EU AI Act (EUR-Lex, 2024), adota uma regulação robusta baseada no risco, impondo requisitos obrigatórios para IA de alto risco, visando proteger direitos fundamentais e a transparência.
A análise por critérios objetivos (direitos humanos, inclusão, sustentabilidade, inovação e transparência) indica que a UEapresenta a estratégia mais equilibrada e ética, a China destaca-se na cooperação internacional e os EUA lideram em velocidade e competitividade, mas com menor proteção social e ambiental.
1. Estados Unidos – "Winning the Race: America's AI Action Plan"
2. China – "Global AI Governance Action Plan"
3. União Europeia – o "EU AI Act"
Qual Estratégia é "mais sensata e preocupada com o futuro da humanidade"?
A UE aposta numa abordagem de longo prazo centrada em segurança, ética e direitos fundamentais, com regulação robusta—embora haja que cuidar para não tolher a inovação.
A China prioriza a cooperação e a inclusão global, alinhada com uma narrativa humanitária, ainda que sob forte controlo estatal.
Os EUA privilegiam competitividade imediata, inovação acelerada e autonomia tecnológica, mas com riscos evidentes a curto prazo em termos de transparência, equidade e ambiente.
Conclusão
Cada estratégia reflete valores, contextos históricos e prioridades nacionais distintas. A opção "mais sensata" depende do equilíbrio que consideramos crucial: segurança e direitos humanos (UE) versus cooperação inclusiva (China) versus agilidade e produção rápida (EUA).
Referências
Ropes & Gray. (2025, 31 julho). "Winning the Race: America's AI Action Plan" – Key Pillars….
Reuters. (2025, 26 julho). China proposes new global AI cooperation organisation.
Congress Research Service. (2025, 4 junho). Regulating Artificial Intelligence: U.S. and International…
Compliance Hub. (2025, 31 janeiro). Global AI Law Snapshot: A Comparative Overview….
Para documentos oficiais, recomendo ainda a leitura direta do plano da Casa Branca (como PDF) e dos comunicados da diplomacia chinesa (Ministério dos Negócios Estrangeiros da RPC).
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